nessa memória era ela e eu
debaixo da luz do abajur
cigarros acesos
palavras ao vento artificial do ventilador.

nessa memória que guardo
era seu corpo nu sobre o lençol
os braços brancos em cima dos meus
os seios errantes debaixo dos meus olhos.

nessa memória era seu corpo
esculpido
numa poesia qualquer.

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