me desculpe o pó na estante
as roupas que não lavei
a comida que não fiz
desculpe o desatento que houve
em mim .
tão somente perdoe minha voz rouca
o corpo pedindo descanso
e os sentidos implorando descaso
desculpe essa mancha em minha colcha
feita pela brasa do cigarro.
me desculpe o jeito que arrumei minhas roupas
e o desatento em achar o caminho de volta
seu sofá, seu suor, seu âmago
minhas pulsações fortes.
o que consiste em mim é cada vez mais eterno
e a saudade
cada vez mais profunda.
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