Teus cigarros dividem espaço com os meus na minha caixinha coberta com pequenas imagens aleatórias. O fósforo não risca mais, gostava do cheiro. Como sempre, ligada a cheiros e sensações, as luzes da rua que refletem enquanto aquela menina ruiva da padaria anda em direção a algum lugar bem longe de mim, gosto do desenho das suas sardas na bochecha e cismo que elas tem formato de coração. Fumo um cigarro e minha garganta dói, a mesma tosse a mais de um mês, o amor me deixou com um peso nos ombros e com o coração pequeno. A tosse risca a garganta como risco aquela caixa de fósforo velha usada para acender velas.
Te ofereço um vinho, te faço uma proposta.
[Uma promessa e duas taças postas sobre a mesa.]
Nenhum comentário:
Postar um comentário