Diário de bordo. - 05.09.12


Buscando algum sentimento perdi algumas capacidades, alguns dizem que é maturidade chegando, a idade, sabe, torna-nos cada vez menos sensíveis e mais práticos. Mas venho dizer que agora estou mais bruta e mais rude, o tempo – Esse mesmo que estraçalha corações apaixonados – veio e me mostrou do modo mais duro possível que a esperança dança em uma corda bamba de emoções e que se entregar, nos dias de hoje, baby, é masoquismo.
De exagerada e jogada aos seus pés com mil rosas roubadas me tornei alguém um tanto quanto metódica, hoje ouvi algo como “Disseram que eu só sei usar as pessoas” da menina pelo qual estou desviando minha dose extra de libido e só consegui pensar que usar alguém e admitir isso é o jeito mais sincero de manter uma relação. Morreu alguma coisa dentro de mim depois da última partida e não sei se quero que renasça em chamas, ontem consegui chorar por tudo que guardei, agora fico mais livre.



Texto sem lirismo para deixar algumas coisas claras para meus leitores imaginários. A poesia não-lírica me descreve como um ser completamente avulso do mundo a fora onde as palavras são usadas para expressar gestos reprimidos. 

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