Eu vejo o
sol nascer na areia dessa praia que parece ter sido iluminada por algo
superior. Tento tirar uma foto, preciso registrar esse momento em um papel
colorido sordidamente com a minha tristeza, mas não consigo. Guardei para
sempre aquele gosto da cor que o sol fazia na areia. Queria molhar os pés bem
devagar, como fazia quando era criança e não sabia o quanto cada um dos
momentos seria relembrado com carinho no futuro. Acendi um cigarro e nesse
instante o calor abaixou e tudo ficou meio vento, meio solidão, na cabeça
começou a tocar aquele disco bonito do Dylan “Oh, Mercy...” estou tão longe da
minha casa e dos meus Lp’s. Estou tão longe de mim mesma que o que penso vira
um contraponto com o que sou. Quero minha casa e meu abajur vermelho, quero
meus sonhos e meu café com bastante açúcar. Quero distância de gente
descafeinada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário