Diário de bordo. - 15.10.12


Agora acabou de vez tudo o que por muito tempo guardei. Acabou toda minha paciência de fazer por valer as lágrimas que caiam dos olhos e ardiam as bochechas. Agora acabou de vez todas as doses de conhaque que dediquei, todos os poemas feios e assimétricos, todas as vezes que usei o seu nome para exemplificar uma frustração. Espero esquecê-lo no meio dos outros tão catalogados na caixa da dor remoída que virou só um pedaço de nada qualquer.
Agora, de fato. Acabou de vez meus olhares pelo corredor e o coração massacrado. Primeiro aceitei o convite de café, depois as transas sem sentimento e um pouco de emoção. Consegui fumar em 3 minutos o cigarro do “Foi bom pra você quanto foi pra mim?” e foi. Fiz valer todas as nossas conversas guardadas junto com a caneca dentro da caixa, mas agora não vejo mais aqueles olhos em outras pessoas e o jeito de andar pouco me atraí. Agora não busco mais em outro alguém, agora meu sentimento é impessoal. Pela primeira vez da sinceridade, não me sobrará tanta dor digna do descaso.

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