Meu amor é livre: Liberto, sem rumo e sempre no plural. Meu amor se estende
aquelas entrelinhas de textos subjetivos, de ideias paliativas e sábados à
noite em meio a cervejas e vendavais. Meu amor é livre e intersecional,
anárquico, reflexivo e nele não cabe opressões e especismo machista. Meu amor
caminha pela Augusta, passa a madrugada na rua esperando alguma coisa, senta na
calçada e se não vir alguém pode respirar e sentir o ar doce e úmido da
solidão. Meu amor não perde tempo tentando impressionar com "mentiras
sinceras" ou com "gentilezas", porque ele é bruto, sincero e mal
falado. Mal falado porque não mente e nem dissimula, não tem essa necessidade.
O que será o amor se não for compartilhado com outro amor? Meu amor anárquico
não vê gêneros, órgãos genitais ou a quantidade de gordura. Existem coisas
muito mais importantes que sua ótica verde e o tamanho do seu jeans.
Meu amor respeita o espaço e entende as ideias ocultas nos livros do
Kundera. Se sente Thomas à noite, pois seu sono com poucos fora compartilhado.
Meu amor observa o movimento alheio e a dor que se confunde com prazer. Julgam
meu amor por ser tão livre, mas o que será o amor além de livre?
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