Doeu, mas não consegui chorar. Acho que perdi essa capacidade. Das reações programadas pelo meu peito nenhuma era tão terrivelmente imaginável quanto essa: O desprezo. Excesso de sentimentalismo, sim. O pulso ainda pulsa. Excesso de muitas coisas descritas em quatro páginas de sinceridade inacabáveis falando sobre tudo que guardei dentro de mim por todo esse tempo. No meu coração palpita ainda a decisão errada, o certo seria continuar mantendo o sentimento privado no cárcere do ser que foi tido como hipocrisia. Baby, eu lamento, sua visão está ficando cada vez mais distorcida da realidade... Vários copos, o uísque parece nunca acabar e os cigarros vão queimando cada vez mais rápido. Baby, vários corpos e estou até agora tentando buscar sua essência em outro alguém. Me diz qual é a verdade que tendo supor um fim para acompanhar. Nenhuma delas é você. Nietzsche tinha razão, nunca queira lidar com a carência de ninguém e eu não quero ficar em paz.
"Aquele pensamento breve que se dá em se importar com o bem-estar do outro e então algumas coisas vão ligando-se a pessoa: objetos, músicas, livros, filmes, lugares. Coisas apenas minhas passaram a ser divididas com você, minhas particularidades, minhas músicas preferidas, minhas descobertas que sempre deixei guardadas apenas para meu saborear tornaram-se nossas coisas divididas em dois polos, nossas descobertas compartilhadas diariamente pelos meios que fosse, os jeitos que fosse."
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