Um mês.


Protegi teu nome por amor em um verso perdido em meio de gestos que deixei espalhados pela casa. Hoje faz um mês. Protegi teu nome e guardei cada uma das memórias dentro da caneca que fiz pra você, enrolei junto com toda a vontade que um dia tive de compartilhar minha cama com seu corpo quase infantil. Hoje faz um mês e meu cigarro é um bolo de aniversário. Não dói, não consigo sentir mais nada. Hoje faz um mês e eu reli tudo o que um dia te disse e guardei aqui, dentro de mim. Hoje faz um mês e eu refiz todos os seus pesares. Hoje faz um mês e eu reli, principalmente, seus xingamentos.




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