Era uma vez uma foto preto-e-branco
onde a fumaça me rodeava descalça
em um poema qualquer mau escrito
em uma mesa de um bar barato.

A foto, sem rima e sem luz
abrigava os jardins de ira
pelos dedos de um fotógrafo inconsciente
que seu olhar e o jeito de mexer as mãos
segurava meu coração e principalmente
a fumaça de meus cigarros.

- a licença era qualquer
mas havia muito calor naqueles meus cigarros-.

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