Se pudesse lhe amar
amaria-lhe a flor dos cabelos
sobrevivente aos ventos turvos
daquelas manhãs paulistas
de chuviscos e café
aos adeus atrasados
das noites mineiras
solitárias no sofá da sala
com um vinho e uma taça suja
da noite anterior e mau-amada.

Se pudesse lhe amar
amaria-lhe o selvagem perfume
das rosas vermelhas
que abriga uma pele ensolarada
- tão mais que lençóis maranhenses –
às 10 da manhã de um dia frio
na cidade paulista
ou de um amor quente e turvo
na capital mineira.

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