Quero voltar ao início, os primeiros dias frios, os primeiros cachecóis tricotados pela vovó no interior, era bonito o jeito que ela mexia as mãos enquanto dizia banalidades. Quero voltar ao início, as primeiras vezes, os primeiros roçares indecentes, as primeiras viagens pecaminosas dentro de mim mesma. O início, nada mais que é que o paralelo. Quero voltar ao início, porque era mais simples, menos doloroso. Voltar ao início e rever toda a imaturidade que fora jogada fora em meio a cartas de baralho e promessas de amor eterno. O amor hoje em dia é um cão dos diabos, já dizia Bukowski.

Quero voltar ao início onde minha caderneta dos primeiros textos, era apenas uma caderneta. Onde meu peito cansado era apenas uma desculpa para um cochilo na parte da tarde. 

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